Foto minha!
Olá! Hoje venho comentar um tumultuado autor, para alguns,
deve-se dizer: "Aqui há dinamite.", p. 225, quero discutir sobre
"Para Além do Bem e do Mal" na versão da ed. Martin Claret! Começo
dizendo que temos muito a considerar na brochura e promete ser muito
interessante. Para tanto, quero que fiques tranquilo, na medida e razão que eu
sou o esquadrão anti-bombas!
Primeiramente, algumas discussões gerais sobre o livro. Friedrich
Wilhelm Nietzsche, o autor, parece ter introduzido o Facebook ao mundo, por
quê? Porque ele fala de tudo! Ele possui teses conglobantes que vão de moral
cristã até pró-semitismo, fala sobre a solidão e sobre a aristocracia. Ele tem
uma ampla noção histórica e sociológica, o que - para mim - fê-lo parecer um
gênio, em especial pela excessiva quantidade de citações.
Alguns livros de filosofia são subjetivamente puros, isto é,
eu proponho o que quiser no livro. Porém Nietzsche é moderado, porquanto está
repleto de citações, como Kundry, af. 47, p. 76 ou nitimur in vetitum, (lançamo-nos para o proibido), af. 227, p. 147.
O que quero dizer é que - em uma fórmula altamente contemporânea - o autor
propõe uma elevada riqueza conceitual, na medida e razão que nos entrega à
fortuna filosófica.
Pois bem, acho que já seria possível reconhecer a fisionomia
do Sr. Friedrich. Agora vamos mais fundo! Comecemos com seu espírito crítico
(que lhe rendeu o título de explosivo), no qual menciono, críticas a: socialistas,
cristianismo, mulher, "espírito de rebanho", moral e ao próprio povo
alemão, ao qual ele pertencia (o que torna absurdo), contudo está dentro dos
atuais moldes brasileiro, por exemplo.
Podemos entrar em minúcias, desta vez, ao alvo de objeções
autorais, quanto aos socialistas, tenho a citação da, af. 203 p. 119:
"cretinos e boçais socialistas", quanto ao povo alemão, há uma
anedota,"o espanto de Napoleão ao ver Goethe. Ele revela o que, durante
séculos, se entendeu por "espírito alemão". "Voilà un homme!" - o que queria
dizer: "Mas isto é um homem"
E eu apenas esperava encontrar um alemão!"", af. 209, p. 131.
Nessa passagem, com o máximo aristofânico ou sarcástico,
Nietzsche esmaga (filosofia com o martelo?) a imagem do povo alemão, que é
ridicularizado à máxima potência! Quanto a esse adendo a "vontade de
potência", af. 211, p. 134 é uma propriedade da filosofia nietzschiana,
algo que ele não explica bem (é dado a
priori), como tal interpretei desta forma:
A vontade de potência está na necessidade filosófica de
retornar a si mesmo e encontrar toda sua verdade no seu inferno pessoal, ou
seja, nas profundezas do espírito. Trata-se de lema inerente à filosofia pura,
por quê? Porque potência é mera preparação ou auxílio; sendo, pois, útil para
quem vai começar algo, como por exemplo... na pureza!
Retornando às ofensas diretas a grupos quaisquer que ele
encontra, já que algo que ele não mede é agredir espiritualmente ou
filosoficamente os outros. Agora menciono as mulheres: "Que importa, à
mulher, a verdade!", af. 232, p. 154, nesse aforismo, o obreiro pretende
provar - dentre tantas outras perfídias ao sexo feminino - que as mulheres
gostam e vivem para mentir, o que repassa um conceito que ele vinha discutindo:
"Que é aristocrático?":
Aristocrático
é, por exemplo, manter uma aparência frívola que disfarça uma dureza e um
domínio de si estóicos. Aristocrático é uma caminhada lenta em todas as coisas,
assim como um olhar lento. [...] Aristocrático, a convicção de que as nossas
obrigações são apenas para com os nossos iguais e que podemos agir a nosso
bel-prazer com os outros. Aristocrático é sentir-se sempre ser alguém que terá
de distribuir as honras e só raramente concede a outrem o direito de lhe render
homenagem..., p. 222
Poder-me-ia mui delongar, no entanto, para evitar o excesso
de leitura, declaro que essa é a suma da obra e - caso queiram saber mais -
consultem-me em comentário ou inbox. Espero tê-los felicitado com uma boa obra
literária - de cunho filosófico - passível de contribuir para o espírito
reflexivo e muitas novidades tenham sido descobertas. Até mais ver. Obrigado.
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